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CPI da Mineração agenda nova reunião com a Vale em Brasília para discutir repasses da CFEM

 

Na quarta-feira, 17 de setembro, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Mineração da Câmara Municipal de Parauapebas terá um encontro decisivo em Brasília com a diretoria da mineradora Vale. A pauta central será a definição sobre os repasses da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), considerados fundamentais para equilibrar as contas do município.

Continuidade do diálogo

CPI da Mineração, presidida pelo vereador Alex Ohana (PDT), conta ainda com os parlamentares Michel Carteiro (PV)Tito do MST (PT), Erica Ribeiro (PSDB) e Sadisvan Pereira (PRD). Criada em maio deste ano, a comissão tem como foco investigar os impactos sociais e ambientais da mineração e avaliar a regularidade da arrecadação da CFEM.

Como a Vale é a principal responsável pelos maiores passivos relacionados à compensação financeira, as apurações iniciaram pela empresa. Na semana passada, já ocorreu uma primeira rodada de conversas entre os vereadores, representantes jurídicos da mineradora e integrantes da Procuradoria Fiscal do Município.

Segundo Alex Ohana, a abertura ao diálogo por parte da empresa foi considerada um passo importante. “Estamos confiantes de que vamos avançar para um entendimento que permita à cidade ter acesso ao que lhe é de direito. Queremos construir um acordo de forma pacífica e responsável, para que ainda este ano possamos ver esse recurso chegando ao município”, destacou o parlamentar.

Expectativa de alívio financeiro

Parauapebas enfrenta um momento de retração na arrecadação municipal, e a possibilidade de reforço no orçamento traz esperança de fôlego às contas públicas. Ainda não foi divulgado o valor exato em discussão, mas a expectativa é de que o montante seja suficiente para permitir novos investimentos em áreas prioritárias para a população.

Para Ohana, no entanto, a CPI não se limita apenas a assegurar recursos imediatos. “Estamos debatendo não apenas valores. Queremos planejar o futuro do município, diversificar a economia e buscar compensações que tenham impacto duradouro. Um dos pontos que colocamos em pauta é a consolidação de Parauapebas como cidade universitária, com a instalação da reitoria da Unifesspa. Essa é uma reivindicação histórica e estratégica para o desenvolvimento da nossa região”, completou.

Três frentes de investigação

Os trabalhos da CPI estão organizados em três grandes eixos:

  • Revisão do cálculo da CFEM;
  • Análise dos impactos socioeconômicos da mineração;
  • Levantamento dos impactos sociais no município.

De acordo com o presidente da comissão, todas as mineradoras que atuam em Parauapebas serão investigadas. “Nosso compromisso é apresentar resultados concretos, que garantam justiça, sustentabilidade e perspectivas de futuro para nossa cidade”, afirmou Ohana.

Origem da CPI

A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito foi oficializada a partir do Requerimento nº 90/2025, de autoria do vereador Alex Ohana e subscrito por outros sete parlamentares. O pedido foi aprovado em sessão ordinária no dia 5 de maio deste ano. Poucos dias depois, em 13 de maio, os membros foram nomeados por meio do Ato da Presidência nº 14/2025.

Essa reunião em Brasília é aguardada com grande expectativa pela população e pelas autoridades municipais. O desfecho das negociações com a Vale pode definir não apenas o reforço imediato no caixa da Prefeitura, mas também abrir caminhos para novas perspectivas de desenvolvimento em Parauapebas.

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